QUANDO O TIRO SAI PELA CULATRA, A VERDADE FAZ O RESTO
Tem coisa que dispensa qualquer esforço: basta esperar, porque o tempo e os próprios fatos se encarregam de colocar cada situação em seu devido lugar. E quando o tiro sai pela culatra, confesso que é difícil não observar com certa satisfação.
Para quem se sustenta na verdade, não há bala perdida capaz de acertar: acusações, tentativas de intimidação ou estratégias para desacreditar acabam voltando para a origem. E aí o estrago, além de próprio, costuma ser acompanhado de um silêncio bastante conveniente.
Talvez algumas pessoas devessem torcer muito para que a população tivesse memória curta, porque há episódios que seria realmente confortável apagar. Só que nem tudo cai no esquecimento, principalmente quando os fatos permanecem registrados e falam mais alto do que qualquer tentativa de construir uma versão conveniente.
No final, aquilo que pretendia constranger o outro pode acabar produzindo exatamente o contrário: uma enorme vergonha alheia. E, nessas horas, nem é preciso dizer muito — basta deixar os fatos fazerem o trabalho.