QUANDO A DEFESA DO INDEFENSÁVEL FALA MAIS ALTO QUE O INTERESSE DA POPULAÇÃO
Defender o indefensável é algo que algumas pessoas conseguem fazer, seja por interesses próprios, admiração ou simplesmente porque determinada situação não as atinge diretamente. Mas, quando estamos falando de direitos da população, é preciso enxergar além das preferências pessoais. O interesse coletivo deve estar acima de amizades, conveniências ou da necessidade de defender uma pessoa pública a qualquer custo.
A liberdade de defender existe e deve ser respeitada, mas também exige prudência e responsabilidade. Quando uma parcela expressiva da população demonstra insatisfação com a atuação de quem ocupa um cargo público, o mais sensato é observar os fatos e compreender as razões das cobranças, em vez de simplesmente tentar desqualificá-las. Afinal, quem exerce função pública está sujeito à fiscalização, aos questionamentos e à cobrança da sociedade.
Se há situações prejudicando a maioria, colaborar para que sejam corrigidas é muito mais importante do que transformar qualquer cobrança em disputa pessoal. Saúde, educação, segurança, infraestrutura e demais serviços públicos não são favores: são direitos.
Cobrar o básico, exigir soluções e defender melhorias que beneficiem a coletividade é exercício de cidadania — e deveria interessar a todos, independentemente de quem esteja no poder.
Sandra Kauffmann