ERVAS E SAÚDE BUCAL: OPÇÕES NATURAIS NO CUIDADO DAS DOENÇAS ORAIS
Em um estudo publicado na Revista Fitos, que avaliou o uso de plantas medicinais para fins odontológicos, constatou-se que 87,1% dos participantes afirmaram ter apresentado melhoras na saúde bucal. O presidente da Câmara Técnica de Fitoterapia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Itamar Teixeira, explica que as ervas medicinais podem auxiliar na prevenção e no tratamento de diversas alterações bucais, contribuindo no controle da dor, inflamação, infecções e cicatrizes.
“Na Odontologia, a fitoterapia busca integrar os conhecimentos científicos e os saberes populares, utilizando produtos de origem vegetal como complemento ao cuidado em saúde bucal, sempre de forma segura e orientada pelo cirurgião-dentista habilitado. Além disso, favorece um cuidado mais humanizado, culturalmente acolhedor e centrado na pessoa”, esclarece o cirurgião-dentista.
O especialista afirma que as ervas proporcionam benefícios, como ação anti-inflamatória, ação antimicrobiana e antifúngica, alívio da dor, melhora da saúde gengival e redução do mau hálito. De acordo com o profissional, com a utilização correta das ervas, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e promover um cuidado integral na saúde.
Ervas e suas indicações: O Dr. Itamar explica que as principais ervas utilizadas na saúde bucal são: camomila, malva, cravo-da-índia, hortelã, sálvia, babosa e romã. A camomila, por exemplo, é utilizada para inflamações, aftas e ação calmante. Já a romã, por sua vez, é utilizada em bochechos para inflamações e infecções leves. Apesar dos benefícios das plantas medicinais, o presidente da Câmara Técnica de Fitoterapia do CROSP alerta que o uso deve sempre ser orientado por profissional habilitado, pois cada situação clínica exige avaliação individualizada.
Contraindicações:Mesmo sendo naturais, as ervas medicinais também podem apresentar contraindicações. O cirurgião-dentista alerta que algumas ervas podem causar alergias, intoxicações, irritações ou interagir com medicamentos utilizados pelo paciente.
Gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de maior atenção. O profissional afirma que não são todos os pacientes que podem utilizar qualquer tipo de erva medicinal. “É necessário avaliar o histórico de alergias, doenças sistêmicas, uso de medicamentos contínuos, idade, gravidez ou amamentação e condição clínica bucal e geral”, pontua o cirurgião-dentista.
Cuidados: O uso incorreto de ervas medicinais pode trazer riscos à saúde bucal e geral, tais como queimaduras e irritações na mucosa, além de alergias, intoxicações, interações medicamentosas, agravamento de doenças, mascaramento de sintomas importantes e atraso no diagnóstico de doenças bucais.
Diante disso, o especialista destaca que a fitoterapia deve ser utilizada com responsabilidade, baseada em evidências científicas e acompanhada por profissional habilitado. “A fitoterapia deve ser indicada de forma individualizada e segura, respeitando as necessidades e características de cada pessoa”, finaliza o Dr. Itamar.
Fonte: CROSP