A POLÍTICA MUDA, MAS A POPULAÇÃO NÃO ESQUECE
As articulações políticas que vêm acontecendo nos bastidores chamam a atenção da população, principalmente quando envolvem pessoas que, até ontem, faziam duras críticas ao governo e condenavam determinadas práticas. Agora, após conseguirem estar — sim, apenas estar — em um cargo ou ocupar uma cadeira, passam a adotar discursos e atitudes completamente diferentes, levantando questionamentos sobre coerência, compromisso e transparência.
Quem ocupa um cargo público ou exerce um mandato deve lembrar que sua maior responsabilidade é com a população. Conspirar contra os interesses coletivos, esquecer promessas e agir de forma contrária ao que antes defendia pode até parecer vantajoso no momento, mas dificilmente passa despercebido por uma sociedade que acompanha cada movimento e cobra coerência de seus representantes.
Vale lembrar que estar em um cargo ou em uma cadeira não significa permanecer. O poder é temporário e tem prazo de validade. Ao final, é a população quem faz o julgamento mais importante. E é justamente dela que dependem aqueles que hoje ocupam posições de influência.
A memória do eleitor pode até ser silenciosa, mas costuma se manifestar no momento certo.
Sandra Kauffmann