TRANSPARÊNCIA NÃO É FAVOR, É OBRIGAÇÃO
O uso da máquina pública como instrumento de pressão, intimidação ou perseguição política é incompatível com os princípios básicos de um Estado democrático de direito. Governar exige responsabilidade, respeito às instituições e compromisso com a legalidade. A transparência não deve ser tratada como concessão, mas como dever inerente ao poder público, pois a população tem o direito legítimo de acompanhar, fiscalizar e compreender as decisões que impactam diretamente sua vida.
Quando governantes passam a agir de forma reativa, “apagando incêndios” diariamente, evidencia-se a ausência de planejamento e de gestão eficiente. Pior ainda é quando, em momentos críticos, há uma corrida por gastos desordenados, muitas vezes sem critérios claros ou alinhamento com as reais prioridades da população. Esse tipo de conduta compromete a credibilidade da administração e levanta questionamentos sobre a correta aplicação dos recursos públicos.
É fundamental que o dinheiro público seja direcionado com responsabilidade para áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura. A boa governança se constrói com planejamento, prestação de contas e diálogo transparente com a sociedade. Mais do que nunca, é necessário reforçar mecanismos de controle e exigir que o interesse coletivo prevaleça sobre qualquer tentativa de uso indevido da estrutura da máquina pública.
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Sandra Kauffmann