SAÚDE EM COLAPSO? POPULAÇÃO DENUNCIA DEMORA, DESCASO E FALTA DE PRIORIDADE NA GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES
ESCLARECIMENTO: A matéria publicada na edição do Jornal Tribuna de Leme na sexta-feira, 17 de abril trouxe reflexos imediatos, já que no sábado, dia 18, logo às 08h, fomos informados da realização de um “mutirão” emergencial sem qualquer divulgação prévia à população; a informação chegou por meio de vídeo do prefeito Claudemir Borges ao lado da vereadora Cintia Grossklauss e de alguns médicos, enquanto relatos de agentes de saúde indicam que houve solicitações de última hora para convocar pacientes por telefone, levantando questionamentos sobre planejamento, transparência e comunicação — afinal, haverá novos mutirões organizados dessa forma ou será preciso uma nova matéria de capa para que medidas sejam tomadas?
Seguiremos acompanhando, afinal a fila está grande ainda...
Leiam a matéria na íntegra:
SAÚDE EM COLAPSO? POPULAÇÃO DENUNCIA DEMORA, DESCASO E FALTA DE PRIORIDADE NA GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES
Enquanto o discurso oficial aponta para uma cidade sem grandes problemas, a realidade vivida pela população de Leme parece ser bem diferente e cada vez mais difícil de esconder.
Nas últimas semanas, cresceram de forma expressiva as reclamações sobre a saúde pública municipal. Pacientes relatam demoras excessivas para consultas, exames e atendimentos especializados, gerando revolta e, principalmente, preocupação com o agravamento de quadros clínicos.
Um dos casos chama atenção: uma paciente atendida em fevereiro aguardou mais de quatro meses apenas para conseguir uma consulta com especialista, marcada somente para junho. E esse é apenas o começo do problema. Após a consulta, ainda há a espera por exames, retorno médico e início do tratamento, um processo que pode ultrapassar um ano inteiro.
Outro relato revela uma situação ainda mais grave: um cidadão aguarda desde novembro de 2024 por um ultrassom abdominal, sem qualquer solução até abril de 2026. Segundo ele, ao procurar a Secretaria de Saúde, encontrou apenas respostas desencontradas e falta de informações claras.
EXAMES QUE PERDEM A VALIDADE E PACIENTES PRESOS NO SISTEMA
A demora não termina na realização dos exames. Muitos pacientes relatam que, ao finalmente conseguirem atendimento de retorno, os exames já não são mais aceitos pelos médicos por estarem “desatualizados”.
Resultado: novos pedidos, nova espera e mais frustração. Um ciclo que se repete e deixa a população presa em um sistema lento, burocrático e ineficiente.
DISCURSO OFICIAL X REALIDADE DAS RUAS
Apesar dos relatos, o prefeito Claudemir Borges e parte dos vereadores aliados sustentam que a cidade não enfrenta problemas significativos na saúde, classificando as críticas como “politicagem”.
Mas a pergunta que ecoa nas ruas é direta: Se não há problema, por que tanta gente reclama? Moradores relatam dificuldades diárias, enquanto acompanham declarações que não refletem o que vivem na prática.
CÂMARA SOB PRESSÃO E SILÊNCIO
Outro ponto que tem gerado indignação é a postura de parte dos vereadores, especialmente suplentes que hoje ocupam cadeiras na Câmara.
Críticos apontam que há um ambiente de submissão política, onde parlamentares evitam questionar o Executivo por receio de perder espaço, enquanto a população segue sem respostas.
PRIORIDADES QUESTIONADAS
A revolta aumenta quando os números entram em cena.
Enquanto faltam: médicos, exames, ambulâncias e estrutura básica.
A gestão cria cargos comissionados com salários elevados, como o de secretário adjunto, com remuneração superior a R$ 9 mil, ocupado por pessoas que não possuem qualquer formação na área, apenas para acordos políticos, enquanto há médicos que não ganham 1/4 desse valor. Além disso, moradores questionam os investimentos em eventos e festas, enquanto áreas essenciais enfrentam dificuldades.
UM GRITO POR SOCORRO
A sensação nas ruas é de abandono.
A saúde, que deveria ser prioridade máxima, se torna motivo de angústia para quem depende do sistema público.
E o alerta está dado: a população está falando, está reclamando e está pedindo socorro.
Os servidores da saúde estão sobrecarregados, pois faltam profissionais na área da saúde e muitas vezes estão sendo até maltratados, sem razão, pela população, afinal, os servidores não têm culpa nenhuma pela má gestão do prefeito Claudemir Borges.
Ignorar esse cenário não resolve o problema, apenas o agrava.
Afinal, a saúde em Leme está funcionando, como diz o prefeito e alguns vereadores, ou apenas sendo defendida no discurso?