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PRÉDIO PÚBLICO FECHADO E ALUGUEL EM ANDAMENTO: SAÚDE MENTAL DE LEME LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE GASTO DE DINHEIRO PÚBLICO
Jornal Tribuna de Leme | 12/05/2026

PRÉDIO PÚBLICO FECHADO E ALUGUEL EM ANDAMENTO: SAÚDE MENTAL DE LEME LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE GASTO DE DINHEIRO PÚBLICO

Enquanto a população enfrenta dificuldades no acesso aos serviços de saúde, uma situação chama atenção e levanta questionamentos em Leme: um prédio público, que poderia estar em pleno funcionamento, permanece fechado, enquanto o atendimento de saúde mental segue sendo realizado em um imóvel alugado pela Prefeitura.

O imóvel, localizado no Jardim Nova Leme, que anteriormente abrigava o Ambulatório da Saúde Mental, segue sem qualquer utilização, acumulando abandono e incertezas. Ao mesmo tempo, o serviço continua funcionando em um prédio particular, situado na Rua José Manoel de Arruda Oliveira, no Jardim Bela Vista — o que gera custos mensais aos cofres públicos com pagamento de aluguel.

A pergunta que fica é simples: por que manter um gasto contínuo com aluguel enquanto há um prédio público disponível?

A situação se torna ainda mais delicada diante das informações de que a desocupação do prédio próprio está sendo investigada pelo Ministério Público, por meio de inquérito civil, que apura possíveis irregularidades na retirada do ambulatório do local.

Segundo informações já divulgadas, a mudança teria ocorrido mesmo diante de posicionamentos técnicos contrários dentro da própria área da saúde, o que levanta ainda mais dúvidas sobre a condução da decisão.

Enquanto isso, o prédio público permanece fechado — um espaço que poderia estar sendo utilizado para atendimento da população, evitando gastos e otimizando os recursos públicos.

O cenário expõe uma possível falta de planejamento na gestão pública, onde decisões administrativas acabam gerando custos desnecessários, ao mesmo tempo em que estruturas próprias deixam de cumprir sua função social.

Mais do que uma questão administrativa, o caso envolve diretamente o uso do dinheiro público — recurso que deveria ser aplicado com responsabilidade, eficiência e sempre priorizando o interesse da população.

- Até quando situações como essa vão se repetir?

- Até quando prédios públicos permanecerão fechados enquanto a Prefeitura arca com despesas evitáveis?

- E principalmente: quem responde por essas decisões?

A população, que já enfrenta dificuldades em diversas áreas, acompanha com atenção e espera respostas.

A situação pode configurar crime de improbidade administrativa, afinal, as manobras para deixar o prédio vazio para cedê-lo a uma entidade, mesmo com parecer contrário da própria Secretaria de Saúde, já configura dolo, quando há a intenção de fazê-lo e a situação ainda piora quando se loca um imóvel para abrigar um equipamento de saúde que funcionava em prédio próprio passando para um local alugado, gerando custo aos cofres públicos, em situação que pode configurar dano ao erário.

Que o Ministério Público apure os fatos e, se houver irregularidades, puna os responsáveis.