Notícia

  • Home
  • PRAÇA DO PADRE CÍCERO VIRA RETRATO DO ABANDONO EM LEME: MATO ALTO, BRINQUEDOS QUEBRADOS
PRAÇA DO PADRE CÍCERO VIRA RETRATO DO ABANDONO EM LEME: MATO ALTO, BRINQUEDOS QUEBRADOS
Jornal Tribuna de Leme | 18/10/2026

PRAÇA DO PADRE CÍCERO VIRA RETRATO DO ABANDONO EM LEME: MATO ALTO, BRINQUEDOS QUEBRADOS

O que deveria ser um espaço de convivência, lazer e segurança para as famílias do Jardim Saulo e bairros do entorno vem causando preocupação entre os moradores.

O Jornal Tribuna de Leme recebeu reclamações sobre as condições da Praça do Padre Cícero, onde, segundo relatos encaminhados pela população, é possível encontrar bancos quebrados, mato alto, brinquedos danificados no playground e equipamentos da academia ao ar livre sem condições adequadas de uso.

Um espaço que deveria estar ocupado por crianças brincando, famílias convivendo e moradores praticando atividades físicas acaba transmitindo justamente a sensação contrária: abandono e insegurança.

PRAÇA ABANDONADA, EQUIPAMENTOS SEM MANUTENÇÃO

A reclamação dos moradores não se resume à limpeza. Quem utiliza a praça cobra uma ação mais ampla do Poder Público, com manutenção periódica, recuperação ou substituição dos brinquedos, conserto dos aparelhos de academia, recuperação dos bancos, poda do mato e melhoria da iluminação.

A situação dos equipamentos é especialmente preocupante porque praças públicas são justamente locais destinados à utilização gratuita pela população.

Quando um playground fica quebrado ou uma academia ao ar livre deixa de receber manutenção, crianças, idosos e demais moradores perdem espaços importantes de lazer e convivência.

E O PROBLEMA NÃO PARECE SER EXCLUSIVO DA PRAÇA DO PADRE CÍCERO

Moradores também pedem que a Prefeitura faça um levantamento das condições das demais praças de Leme, identificando quais precisam de reformas, iluminação, limpeza, novos brinquedos e equipamentos esportivos.

LOA 2027 PREVÊ MENOS DINHEIRO PARA ESPORTE E LAZER

A preocupação aumenta quando se observa a proposta orçamentária encaminhada pelo Executivo para 2027.

A função Desporto e Lazer aparece com previsão de R$ 2,956 milhões para 2027, enquanto a LOA aprovada para 2026 destinou aproximadamente R$ 2,970 milhões para a mesma função.

Na prática, a previsão representa uma redução de aproximadamente 0,5% nos recursos destinados à área.

Pode parecer uma diferença pequena em termos percentuais, mas a discussão ganha importância quando existem praças que já necessitam de manutenção, substituição de equipamentos e melhorias estruturais.

A própria proposta de 2027 divide os recursos de Desporto e Lazer entre Desporto de Rendimento, com R$ 1,01 milhão, e Desporto Comunitário, com R$ 1,946 milhão. A questão que fica é: quanto desses recursos chegará efetivamente às praças e aos espaços públicos de lazer utilizados diariamente pela população?

MENOS MANUTENÇÃO OU MENOS AÇÕES?

O orçamento, por si só, não permite afirmar que determinada praça ficará sem intervenção. Mas a redução prevista para a área levanta uma discussão legítima: com recursos menores, será possível atender a uma demanda que já existe e que envolve não apenas eventos esportivos, mas também a manutenção dos espaços públicos de lazer?

A população não está pedindo apenas grandes eventos. Está pedindo o básico: uma praça limpa, com brinquedos seguros, academia funcionando, iluminação adequada, bancos em condições de uso e segurança.

SEGURANÇA TAMBÉM É RESPONSABILIDADE DO PODER PÚBLICO

Outro ponto que merece atenção é a questão da segurança que precisam ser tratados com seriedade pelas autoridades competentes.

Não cabe à população substituir o trabalho das forças de segurança. Ao contrário: cabe ao Poder Público garantir que os espaços públicos sejam seguros para serem utilizados pelas famílias.

Por isso, além da manutenção física, os moradores defendem maior presença das forças de segurança na região, especialmente em horários e períodos em que a praça fica mais vulnerável.

A presença preventiva das forças de segurança, aliada à iluminação adequada e à ocupação permanente do espaço pela comunidade, pode contribuir para recuperar a sensação de segurança.

PRAÇA PRECISA VOLTAR A SER DAS FAMÍLIAS

A situação da Praça do Padre Cícero representa um problema que vai além de um banco quebrado ou de um brinquedo danificado.

Quando uma praça deixa de ser frequentada pelas famílias porque transmite sensação de abandono ou insegurança, o espaço público acaba sendo perdido pela própria comunidade.

E recuperar essa praça significa devolver aos moradores um local para as crianças brincarem, para os idosos caminharem, para os jovens praticarem atividades físicas e para as famílias simplesmente se encontrarem.

Por isso, a população pede providências.

Que a Prefeitura faça uma vistoria urgente na Praça do Padre Cícero, providencie a limpeza e manutenção do espaço, recupere ou substitua os equipamentos danificados, melhore a iluminação e articule, junto às forças de segurança, ações preventivas para coibir o uso e o tráfico de drogas.

E que a mesma iniciativa seja levada às demais praças de Leme. Porque praça pública não pode ser sinônimo de abandono. É patrimônio da população e precisa estar preparada para aquilo que deveria ser sua principal finalidade: ser um espaço seguro, cuidado e ocupado pelas famílias.