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PARTE 2:  WAGÃO CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL TRIBUNA DE LEME E FALA SOBRE LEME E A POLÍTICA LOCAL
Jornal Tribuna de Leme | 27/06/2026

PARTE 2: WAGÃO CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL TRIBUNA DE LEME E FALA SOBRE LEME E A POLÍTICA LOCAL

O Jornal Tribuna de Leme procurou Wagão, para conceder entrevista após sua participação em podcast e resposta em vídeo do prefeito Claudemir Borges. Wagão comentou sobre vários temas relacionados a cidade, a gestão e aos problemas enfrentados pela população diariamente. Confiram:

JORNAL: O prefeito Claudemir Borges afirmou que os pedidos da Secretaria de Saúde para contratação de médicos e outros profissionais dependem da análise do orçamento e disse que "teria que existir outra Leme para pagar essa conta". Como o senhor enxerga essa situação?

WAGÃO: Eu respeito a preocupação com o equilíbrio das contas públicas. Todo gestor precisa administrar o orçamento com responsabilidade. Mas também é preciso olhar para a realidade vivida pela população.

Basta conversar com quem utiliza a saúde pública para perceber que as reclamações sobre demora em consultas, exames e cirurgias são frequentes. Além disso, é comum acompanhar nas sessões da Câmara vereadores de diferentes posições políticas apresentando indicações pedindo a contratação de médicos e outros profissionais. Quando essas solicitações vêm da população, dos vereadores e até da própria Secretaria de Saúde, isso demonstra que existe uma demanda concreta por reforço na equipe.

Outro exemplo aconteceu recentemente. Depois que publiquei nas minhas redes sociais imagens da Farmácia Municipal mostrando a grande fila de espera, recebi mensagens de servidores dizendo que há bastante tempo pedem mais funcionários para melhorar o atendimento. Ou seja, são os próprios profissionais da rede relatando que a estrutura atual precisa ser ampliada.

Por isso, acredito que a cobrança feita pelo vereador Dr. David Pedrão é legítima. Cabe ao Legislativo fiscalizar e questionar quando a própria Secretaria de Saúde informa que encaminhou pedidos de contratação e esses pedidos ainda dependem de autorização administrativa. Inclusive, segundo reportagem divulgada pelo Jornal Tribuna de Leme, esses memorandos apontam a necessidade de novos profissionais e aguardavam análise do Executivo.

Quando se fala em orçamento, também é importante observar o conjunto das contas públicas. O próprio prefeito encaminhou recentemente um projeto informando que a despesa com pessoal do município está em torno de 42% da Receita Corrente Líquida, abaixo do chamado limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 51,3% para os municípios. Se esses números refletem a situação financeira atual, existe espaço para discutir quais devem ser as prioridades da administração.

O debate, portanto, não é apenas se há dinheiro ou não. A pergunta principal é: quais áreas o governo escolhe priorizar? Na minha opinião, quando a população enfrenta dificuldades para conseguir atendimento médico, fortalecer a saúde deve estar entre as prioridades do orçamento público.