LEME VIVE GESTÃO “BOMBEIRO”: PROBLEMAS SE ACUMULAM E SOLUÇÕES NÃO SAEM DO PAPEL DURANTE GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES
A cada semana, cresce o número de reclamações da população em redes sociais, nas ruas, nas rodas políticas, sobre os serviços públicos em Leme e a sensação que fica nas ruas é uma só: falta planejamento na gestão municipal.
Moradores relatam que a administração Claudemir Borges tem atuado no chamado “modo bombeiro”, aquele que só age quando o problema já estourou. E, mesmo assim, muitas vezes a resposta vem em forma de vídeo nas redes sociais — com promessas de solução — que, na prática, demoram ou simplesmente não se concretizam.
PROMESSAS SE REPETEM, PROBLEMAS CONTINUAM
A dinâmica tem sido parecida em diversas áreas:
• Falta de médicos? Vídeo dizendo que vai resolver.
• Problemas na educação? Vídeo prometendo solução.
• Ruas esburacadas? Novo vídeo com promessa.
Mas o que a população relata é que, após as gravações, os problemas continuam os mesmos.
A consequência é um crescente descontentamento popular, com a percepção de que a gestão vive do “vai fazer”, enquanto a realidade segue sem mudanças significativas.
Na última quarta-feira, 18 de março, logo pela manhã, mais um vídeo reativo falando do que será feito. No CMI, o prefeito falou do que será feito e desta vez esperamos que saia do papel. O ponto negativo é o fato de uma vereadora, que é servidora do CMI, e que deveria estar na função pela qual prestou concurso, atendendo à população, estava ao lado do prefeito gravando vídeo de promoção pessoal e política, ao invés de estar cumprindo a função e atendendo à população. Enquanto a população sofre com a fila de espera no CMI, políticos estão fazendo vídeo de promoção pessoal ao invés de estarem fazendo aquilo que são pagos como servidores públicos no exercício da função.
SERVIÇOS BÁSICOS EM CRISE
Entre as principais reclamações dos moradores estão:
• Falta de médicos e especialistas
• Demora em consultas, exames e cirurgias
• Escassez de ambulâncias
• Problemas na distribuição de medicamentos
• Ruas com buracos e sem manutenção
• Escolas com estrutura precária
• Mato alto e sujeira em diversos pontos da cidade
• Água barrenta e falhas no abastecimento
• Uniformes e materiais escolares que ainda não chegaram...
A soma desses problemas tem reforçado a sensação de abandono em diferentes bairros do município.
“PÃO E CIRCO”: FESTAS X PRIORIDADES
Outro ponto que tem gerado críticas é a prioridade dada a eventos e festividades.
Enquanto a cidade enfrenta dificuldades em áreas essenciais, moradores apontam que há uma sequência de festas e eventos, o que levanta questionamentos sobre as prioridades da administração.
Nas palavras de muitos cidadãos: “Não falta festa… falta gestão”.
A comparação com a antiga política do “pão e circo” tem sido recorrente, indicando a percepção de que o entretenimento tem recebido mais atenção do que serviços básicos como saúde, educação e infraestrutura.
GESTÃO REATIVA E SEM RUMO
Especialistas em administração pública costumam apontar que governos eficientes atuam de forma preventiva e planejada, antecipando problemas e estruturando soluções.
No entanto, o que se observa em Leme, segundo a população, é uma gestão reativa, que espera a crise aparecer para agir e, muitas vezes, age apenas no discurso.
POPULAÇÃO COBRA MUDANÇA
Diante desse cenário, cresce a cobrança por uma gestão mais eficiente, com:
✔ planejamento
✔prioridade nos serviços essenciais
✔ soluções concretas
✔ menos promessa em vídeos nas redes sociais e mais ação
A população quer respostas, mas, acima de tudo, quer resultados.
E a pergunta que ecoa nas ruas é direta: Até quando Leme vai viver apagando incêndios, sem resolver os problemas de verdade?