LEME FICA FORA DO TOP 100 DO EMPREGO EM SP E ACENDE ALERTA SOBRE RUMO ECONÔMICO DO MUNICÍPIO
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Agência SP, divulgou a lista dos 100 municípios que mais geraram empregos em 2025, com base em dados da Fundação Seade e do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reforça a força da economia paulista, que liderou a criação de vagas no país — com uma média de cerca de 900 novos postos por dia.
Mas, em meio a esse cenário positivo, um dado chama atenção: Leme ficou de fora da lista. Mesmo sendo uma das cerca de 80 maiores cidades do estado em população, o município registrou um saldo de apenas 501 empregos formais em 2025, número insuficiente para colocá-lo entre os destaques paulistas.
UM CRESCIMENTO TÍMIDO DIANTE DO ESTADO
De acordo com os dados do Caged:
• Admissões: 12.404
• Demissões: 11.903
• Saldo: +501 empregos
• Estoque total: 24.998 vínculos formais
O número, embora positivo, é considerado baixo diante do desempenho estadual e, principalmente, do potencial econômico de Leme.
Enquanto o Estado de São Paulo teve crescimento puxado principalmente pelo setor de serviços, seguido por comércio e construção, Leme apresentou uma dinâmica inversa.
UMA ECONOMIA “DE CABEÇA PARA BAIXO”
Em Leme, os setores que mais geraram emprego foram:
• Construção: +247 vagas
• Agropecuária: +142 vagas
• Serviços: +114 vagas
• Indústria: +100 vagas
• Comércio: -102 vagas (saldo negativo)
O dado mais preocupante está no comércio: o setor demitiu mais do que contratou, indo na contramão do restante do estado.
Esse cenário não é apenas estatístico — ele é percebido diariamente pela população.
Relatos de comerciantes apontam queda no movimento, fechamento de lojas, dificuldade de manter negócios ativos e impactos negativos de eventos e intervenções no município. A sensação é de um comércio enfraquecido, sem políticas eficazes de estímulo.
COMPARAÇÃO QUE INCOMODA: ARARAS AVANÇA
Historicamente, Leme sempre esteve à frente de Araras em diversos indicadores econômicos regionais. Porém, o cenário recente mostra uma inversão. Araras aparece com desempenho superior na geração de empregos e vem se consolidando como um polo mais dinâmico na região.
Isso levanta um questionamento inevitável: O que Araras está fazendo que Leme não está?
Entre os fatores possíveis: planejamento econômico contínuo, incentivos à instalação de empresas, fortalecimento do setor de serviços e integração entre poder público e iniciativa privada.
FALTA DE ESTRATÉGIA OU PRIORIDADE?
Os dados de 2025 escancaram um problema estrutural: Leme não está acompanhando o ritmo de crescimento do estado.
Mesmo com potencial logístico e localização estratégica, o município não diversifica sua economia, depende excessivamente de setores menos dinâmicos, não fortalece o comércio local e carece de políticas claras de geração de emprego
O QUE LEME PRECISA FAZER PARA REAGIR
Especialistas apontam caminhos possíveis para reverter o cenário:
1. Incentivar o setor de serviços: principal motor de emprego no estado, ainda pouco explorado em Leme.
2. Revitalizar o comércio local: com políticas públicas que estimulem consumo, circulação e permanência de clientes.
3. Atrair novas empresas: criando programas de incentivo fiscal e desburocratização.
4. Planejamento urbano inteligente: evitar ações que prejudiquem o fluxo econômico.
5. Qualificação profissional: preparar a mão de obra local para as demandas do mercado.
UM SINAL DE ALERTA
Ficar fora do ranking das 100 cidades que mais geram emprego não é apenas um detalhe, é um sintoma. Enquanto o estado cresce, Leme avança em ritmo lento. E, pior: perde espaço para cidades vizinhas que antes estavam atrás.
A pergunta que fica é direta: Leme vai reagir ou continuará assistindo outras cidades ocuparem o protagonismo econômico da região?