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LEME FECHA MAIO COM SALDO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS E COMÉRCIO SEGUE EM CRISE
Jornal Tribuna de Leme | 15/07/2025

LEME FECHA MAIO COM SALDO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS E COMÉRCIO SEGUE EM CRISE

Leme encerrou o mês de maio com números preocupantes na geração de empregos formais. Segundo os dados divulgados pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o município registrou 991 admissões contra 1.020 demissões, resultando em um saldo negativo de 29 vagas fechadas. Um indicativo claro de que algo precisa ser revisto com urgência na política de fomento ao emprego e apoio ao setor produtivo local.

Na comparação regional, Leme ficou à frente apenas de Pirassununga, que teve o pior desempenho com um saldo negativo de 141 vagas fechadas. Já Araras despontou como líder, criando 251 novas vagas de emprego, seguida por Porto Ferreira, com 71 novas vagas. Municípios vizinhos têm conseguido avançar, enquanto Leme parece estagnada, sem um plano claro de incentivo ao crescimento econômico local.

NÚMEROS TAMBÉM PREOCUPAM NO ACUMULADO DO ANO

De janeiro a maio de 2025, Leme registrou um saldo de apenas 258 novas vagas de emprego, desempenho que, novamente supera apenas Pirassununga, com 175 vagas. Araras aparece disparada na liderança com 1.395 novas vagas criadas no período, seguida por Porto Ferreira com 676 vagas.

Em Leme, o setor que mais contratou foi a indústria, com 154 vagas, seguido por serviços (84 vagas), construção civil (18 vagas) e comércio (apenas 10 novas vagas). O agronegócio, setor tradicionalmente forte, fechou o período com saldo negativo de 8 vagas.

 

COMÉRCIO LOCAL DÁ SINAIS DE ESGOTAMENTO

Nas ruas, a crise é visível. Pontos comerciais fechados, lojas com movimento reduzido e estoques parados são sintomas de um comércio que respira por aparelhos. Conversando com lojistas, o Jornal Tribuna de Leme ouviu relatos de descontentamento e desânimo.

Além da crise econômica nacional – marcada pela inflação alta, endividamento das famílias e baixo consumo, os comerciantes apontam outro problema: o excesso de festas promovidas pela prefeitura.

As festividades, que deveriam estimular a economia, vêm tendo o efeito contrário: desviam o fluxo de consumidores dos estabelecimentos tradicionais, especialmente bares, restaurantes e comércio de rua, que já enfrentam grandes dificuldades para se manterem de portas abertas. “A população deixa de comprar, de sair para consumir, e isso impacta direto nas nossas vendas”, comentou um comerciante do Centro.

ONDE ESTÃO AS AÇÕES CONCRETAS?

Diante desse cenário, é urgente que o poder público saia da inércia e assuma a responsabilidade que lhe cabe: criar um plano real de fomento ao comércio e geração de emprego, atrair investimentos, apoiar o pequeno empreendedor e reduzir a dependência de ações pontuais, como eventos que duram poucos dias, mas cujos efeitos negativos se prolongam no tempo.

A economia de Leme precisa de investimento, incentivo, qualificação profissional e crédito acessível, e não apenas de shows e fogos de artifício. A população quer trabalho, renda e oportunidades reais – e o município precisa reagir, antes que os números negativos se tornem regra e não exceção.

Sandra Kauffmann