LEME DESPENCA EM RANKING NACIONAL E VIRA PIOR CIDADE DA REGIÃO EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Gestão Claudemir Borges é marcada por queda de indicadores, gargalos estruturais e perda de relevância regional
Leme acendeu um alerta vermelho. Segundo o mais recente levantamento do IDSC-BR - Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, o município aparece como a pior cidade da região no ranking que mede qualidade de vida, eficiência de políticas públicas e desenvolvimento sustentável.
O resultado expõe uma realidade preocupante: enquanto cidades vizinhas avançam, Leme ficou para trás.
POSIÇÃO PREOCUPANTE NO RANKING NACIONAL
De acordo com os dados oficiais:
• Leme somou apenas 51 pontos (escala de 0 a 100)
• Está na 2.402ª posição entre 5.570 cidades brasileiras
• Classificação geral: nível médio de desenvolvimento sustentável
Quando o recorte é apenas o Estado de São Paulo — considerado o mais desenvolvido do país — o cenário se torna ainda mais grave:
• O estado possui 645 municípios
• 597 cidades paulistas estão à frente de Leme
Ou seja: Leme está praticamente no fim da fila estadual.
COMPARAÇÃO REGIONAL EXPÕE QUEDA DE DESEMPENHO
Entre os municípios vizinhos, o contraste é evidente:
Santa Cruz da Conceição
• 57,16 pontos
• 548ª posição nacional
Pirassununga
• 57,08 pontos
• 556ª posição nacional
Araras
• 54,60 pontos
• 1.115ª posição nacional
Leme
• 51 pontos
• 2.402ª posição nacional
O QUE MEDE O RANKING
O IDSC-BR avalia o desempenho das cidades nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incluindo:
• Saúde
• Educação
• Emprego e renda
• Saneamento
• Meio ambiente
• Segurança
• Mobilidade urbana
• Redução das desigualdades
Ou seja, trata-se de um dos indicadores mais completos de qualidade de gestão pública.
SAÚDE É O PRINCIPAL GARGALO DE LEME
Entre todos os critérios analisados, a área que mais puxa a nota do município para baixo é a saúde pública.
Os principais problemas apontados:
• Baixa cobertura da Atenção Primária
• Dependência quase total de hospital filantrópico
• Sobrecarga do sistema de urgência
• Baixa resolutividade na rede básica
Enquanto isso...
- Pirassununga lidera regionalmente com melhor cobertura e acesso.
- Araras possui rede estruturada e hospital forte.
- Santa Cruz da Conceição, mesmo pequena, apresenta bons indicadores básicos.
- Leme, por outro lado, aparece como o município com maiores desafios estruturais na saúde.
EDUCAÇÃO TAMBÉM PERDE COMPETITIVIDADE
Na área educacional, Leme também fica atrás dos vizinhos.
Embora possua IDEB razoável e rede escolar consolidada, enfrenta:
• Desigualdade educacional entre bairros
• Evasão no ensino médio
• Infraestrutura desigual
Enquanto isso...
• Pirassununga e Araras são consideradas referências regionais
• Santa Cruz da Conceição apresenta alto desempenho proporcional ao porte
- No ranking educacional regional, Leme aparece apenas na faixa mediana.
CRESCIMENTO DESORDENADO E FALTA DE PLANEJAMENTO
Outro fator crítico apontado pelo índice é o crescimento habitacional acelerado sem expansão proporcional de serviços públicos.
Entre os problemas citados:
• Falta de unidades de saúde em novas regiões
• Mobilidade urbana limitada
• Infraestrutura insuficiente
• Desigualdade social persistente
MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE TAMBÉM PREOCUPAM
Os indicadores ambientais revelam fragilidades:
• Gestão de resíduos deficitária
• Baixa arborização urbana
• Políticas climáticas incipientes
O único destaque positivo está no ODS de água e saneamento, fruto de investimentos realizados em décadas anteriores.
PERDA DE RELEVÂNCIA SOB ATUAL GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES
Especialistas apontam que Leme vinha apresentando evolução em indicadores sociais nos últimos anos, mas o ritmo desacelerou.
O ranking mostra que:
• A cidade deixou de acompanhar o avanço regional
• Perdeu posições no cenário estadual
• Ficou distante das cidades referência em qualidade de vida
PRIORIDADES INVERTIDAS?
Críticos apontam que a atual gestão do prefeito Claudemir Borges tem priorizado eventos, festas e shows, enquanto áreas essenciais enfrentam gargalos estruturais.
O contraste entre investimento em entretenimento e a queda em indicadores sociais tem sido cada vez mais alvo de questionamentos. Enquanto isso, a população segue pagando o preço pela falta de planejamento e gestão eficiente, o que acarreta serviços públicos ineficientes e ampliação das reclamações dos munícipes com a atual gestão do prefeito Claudemir Borges.
Lamentamos, pois ainda teremos mais três anos de governo...