GESTÃO OU POLITICAGEM? O ABISMO ENTRE LEME E SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO ESCANCARA PRIORIDADES NA EDUCAÇÃO
Enquanto uma cidade avança com planejamento, investimento e resultados visíveis, a outra patina em problemas antigos, gastos questionáveis e uma população cada vez mais indignada. A comparação entre Santa Cruz da Conceição e Leme revela um contraste gritante entre dois modelos de administração pública: de um lado, a gestão; do outro, a politicagem.
De um lado está o prefeito Du Aranha, que tem colocado a educação como prioridade real. Do outro, Claudemir Borges, cuja gestão acumula críticas, denúncias e resultados que não acompanham os altos valores investidos.
UNIFORMES: MAIS BARATO, MAIS COMPLETO
Em Santa Cruz da Conceição, a entrega dos uniformes escolares foi completa, organizada e dentro do prazo. Cada aluno recebeu um kit robusto, com camisetas, jaqueta, calça, bermuda ou shorts-saia, meias, tênis, mochila e estojo. Um pacote completo que garante dignidade e igualdade aos estudantes.
Já em Leme, a realidade é outra: entrega parcelada, atrasos e itens básicos simplesmente inexistentes. Nem tênis, nem mochila, nem estojo. E o mais alarmante: mesmo entregando menos, Leme paga mais caro.
Os números impressionam:
• Santa Cruz: R$ 301,35 (sem contar itens extras como tênis, meia, mochila e estojo)
• Leme: R$ 429,60 pelo mesmo tipo de material
Uma diferença de 42,5% a mais e com qualidade ainda questionada por pais e mães, que relatam tecidos frágeis, peças que desbotam e acabamento ruim.
ESTRUTURA ESCOLAR: DESCASO VERSUS INVESTIMENTO
Se nos uniformes a diferença já chama atenção, na estrutura das escolas o cenário é ainda mais alarmante.
Em Leme, relatos apontam: Escolas com rachaduras e infiltrações, salas com mofo e sem ventilação adequada, ventiladores barulhentos e ineficazes, falta de manutenção básica e crianças consumindo água quente por falta de refrigeração. Um cenário que expõe o abandono da educação pública.
Enquanto isso, Santa Cruz da Conceição segue na direção oposta: todas as escolas reformadas, ambientes climatizados com ar-condicionado, salas equipadas com TV, novos materiais pedagógicos, ampliação da creche municipal e planejamento para construção de nova escola.
Em Santa Cruz da Conceição, a educação não é discurso, é investimento concreto.
GESTÃO CONTÍNUA VERSUS TROCA CONSTANTE
Outro ponto que evidencia a diferença entre as duas cidades é a estabilidade administrativa.
Em Santa Cruz, desde 2021, a educação segue sob comando da mesma gestão técnica, garantindo continuidade e planejamento.
Já em Leme, o cenário é de instabilidade: três secretários de educação em poucos anos, mudanças frequentes sem melhora nos resultados e nomeações questionadas, inclusive sem formação na área.
O resultado? Uma política educacional sem rumo claro, onde “muda o nome, mas os problemas continuam” e todos seguem a cartilha do prefeito Claudemir Borges.
GASTOS ALTOS, RESULTADOS BAIXOS
Mesmo com aumento significativo de gastos em áreas como uniformes, material escolar, merenda e projetos como robótica, Leme não apresenta evolução proporcional na qualidade da educação. Pelo contrário: os problemas estruturais e operacionais se acumulam.
O VEREDITO DAS RUAS
Para quem percorre as duas cidades, a diferença é visível e impossível de ignorar:
- Santa Cruz da Conceição mostra que, mesmo com menor arrecadação, é possível fazer mais com menos quando há planejamento, prioridade e compromisso.
- Leme, por outro lado, escancara um modelo onde os números não se traduzem em resultados e onde a população paga a conta de decisões equivocadas.
No fim, a pergunta que ecoa é simples e direta: o problema é falta de dinheiro ou falta de gestão?