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GESTÃO OU POLITICAGEM? O ABISMO ENTRE LEME E SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO ESCANCARA PRIORIDADES NA EDUCAÇÃO
Jornal Tribuna de Leme | 21/04/2026

GESTÃO OU POLITICAGEM? O ABISMO ENTRE LEME E SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO ESCANCARA PRIORIDADES NA EDUCAÇÃO

Enquanto uma cidade avança com planejamento, investimento e resultados visíveis, a outra patina em problemas antigos, gastos questionáveis e uma população cada vez mais indignada. A comparação entre Santa Cruz da Conceição e Leme revela um contraste gritante entre dois modelos de administração pública: de um lado, a gestão; do outro, a politicagem.

De um lado está o prefeito Du Aranha, que tem colocado a educação como prioridade real. Do outro, Claudemir Borges, cuja gestão acumula críticas, denúncias e resultados que não acompanham os altos valores investidos.

UNIFORMES: MAIS BARATO, MAIS COMPLETO

Em Santa Cruz da Conceição, a entrega dos uniformes escolares foi completa, organizada e dentro do prazo. Cada aluno recebeu um kit robusto, com camisetas, jaqueta, calça, bermuda ou shorts-saia, meias, tênis, mochila e estojo. Um pacote completo que garante dignidade e igualdade aos estudantes.

Já em Leme, a realidade é outra: entrega parcelada, atrasos e itens básicos simplesmente inexistentes. Nem tênis, nem mochila, nem estojo. E o mais alarmante: mesmo entregando menos, Leme paga mais caro.

Os números impressionam:

• Santa Cruz: R$ 301,35 (sem contar itens extras como tênis, meia, mochila e estojo)

• Leme: R$ 429,60 pelo mesmo tipo de material

Uma diferença de 42,5% a mais e com qualidade ainda questionada por pais e mães, que relatam tecidos frágeis, peças que desbotam e acabamento ruim.

ESTRUTURA ESCOLAR: DESCASO VERSUS INVESTIMENTO

Se nos uniformes a diferença já chama atenção, na estrutura das escolas o cenário é ainda mais alarmante.

Em Leme, relatos apontam: Escolas com rachaduras e infiltrações, salas com mofo e sem ventilação adequada, ventiladores barulhentos e ineficazes, falta de manutenção básica e crianças consumindo água quente por falta de refrigeração.  Um cenário que expõe o abandono da educação pública.

Enquanto isso, Santa Cruz da Conceição segue na direção oposta: todas as escolas reformadas, ambientes climatizados com ar-condicionado, salas equipadas com TV, novos materiais pedagógicos, ampliação da creche municipal e planejamento para construção de nova escola.

Em Santa Cruz da Conceição, a educação não é discurso, é investimento concreto.

GESTÃO CONTÍNUA VERSUS TROCA CONSTANTE

Outro ponto que evidencia a diferença entre as duas cidades é a estabilidade administrativa.

Em Santa Cruz, desde 2021, a educação segue sob comando da mesma gestão técnica, garantindo continuidade e planejamento.

Já em Leme, o cenário é de instabilidade: três secretários de educação em poucos anos, mudanças frequentes sem melhora nos resultados e nomeações questionadas, inclusive sem formação na área.

O resultado? Uma política educacional sem rumo claro, onde “muda o nome, mas os problemas continuam” e todos seguem a cartilha do prefeito Claudemir Borges.

GASTOS ALTOS, RESULTADOS BAIXOS

Mesmo com aumento significativo de gastos em áreas como uniformes, material escolar, merenda e projetos como robótica, Leme não apresenta evolução proporcional na qualidade da educação. Pelo contrário: os problemas estruturais e operacionais se acumulam.

O VEREDITO DAS RUAS

Para quem percorre as duas cidades, a diferença é visível e impossível de ignorar:

- Santa Cruz da Conceição mostra que, mesmo com menor arrecadação, é possível fazer mais com menos quando há planejamento, prioridade e compromisso.

- Leme, por outro lado, escancara um modelo onde os números não se traduzem em resultados e onde a população paga a conta de decisões equivocadas.

No fim, a pergunta que ecoa é simples e direta: o problema é falta de dinheiro ou falta de gestão?