GESTÃO CLAUDEMIR BORGES FAZ LEME DESPENCAR NO RANKING DE GESTÃO FISCAL DA FIRJAN — CIDADE SAI DA ELITE E VOLTA A ACENDER ALERTA VERMELHO
Os números não mentem — e os últimos dados divulgados pela FIRJAN - Federação das Indústrias do Rio de Janeiro sobre o IFGF - Índice de Gestão Fiscal acendem um grande alerta sobre a situação financeira e administrativa de Leme.
O levantamento referente ao ano de 2024 mostra que a gestão Claudemir Borges tem levado o município a uma preocupante deterioração fiscal, com queda brusca nos indicadores e desempenho abaixo da média estadual em áreas fundamentais como investimentos e liquidez.
O IFGF avalia a qualidade da gestão das finanças municipais com base em quatro indicadores: Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez, com notas que variam de 0 a 1. Os municípios são classificados em situação crítica, em dificuldade, boa ou de excelência.
DE EXEMPLO ESTADUAL A ALERTA FISCAL: A DERROCADA DA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES
Durante a administração do ex-prefeito Wagão (2017–2020), Leme foi destaque estadual e nacional em gestão fiscal. Em 2020, o município atingiu a nota de 0,9041, sendo classificado em grau de excelência e ocupando a 16ª posição entre os 645 municípios do Estado de São Paulo.
Wagão assumiu a Prefeitura em 2017 em meio ao caos deixado pela gestão Paulo Blascke, com a cidade figurando apenas na 212ª colocação no ranking estadual. Com planejamento, responsabilidade fiscal e capacidade de investimento, o ex-prefeito arrumou as contas públicas, quitou dívidas e promoveu obras em todas as áreas, colocando Leme entre as cidades mais bem administradas do Estado.
Mas bastaram poucos anos da atual administração para essa conquista ir por água abaixo.
Sob o “comando” de Claudemir Borges, Leme caiu vertiginosamente no ranking estadual:
• 2021: 109ª colocação
• 2022: 101ª colocação
• 2023: 279ª colocação
• 2024: 304ª colocação
Ou seja, em apenas dois anos, Leme despencou quase 200 posições, sinalizando falta de gestão, desperdício de recursos e descontrole fiscal.
LIQUIDEZ EM COLAPSO E FALTA DE INVESTIMENTOS
Os indicadores mais preocupantes são os de Liquidez e Investimentos — justamente os que demonstram a capacidade da Prefeitura de pagar suas contas e realizar obras e melhorias para a população.
Nos últimos dois anos, Leme entrou em grau de dificuldade no índice de Liquidez, o mesmo patamar de 2015, no final da gestão Paulo Blascke — um retrocesso de quase 10 anos.
De acordo com dados da própria administração, em 2023 foram deixados cerca de R$ 15 milhões em restos a pagar (dívidas empurradas para o exercício seguinte).
Em 2024, o número subiu para R$ 21 milhões, e a tendência, segundo análises, é que esse valor cresça ainda mais em 2025.
Com isso, a Prefeitura compromete o caixa, reduz a capacidade de investimento e afeta diretamente a qualidade dos serviços públicos.
“Quando o município gasta mais do que pode e empurra dívidas para o próximo ano, quem paga a conta é a população — com menos escolas, menos unidades de saúde e mais problemas nos serviços básicos”, alertou uma fonte técnica ouvida pela reportagem.
CIDADE SEM OBRAS, MAS COM FESTAS
Enquanto o índice de liquidez despenca e o dinheiro falta para investimentos, a atual gestão coleciona eventos e festas.
Nos últimos quatro anos, a maioria das obras entregues foi iniciada na gestão Wagão. Poucas foram idealizadas ou executadas pela administração atual.
A sensação entre os moradores é clara: Leme virou uma cidade de festas, mas com serviços públicos cada vez piores.
“As escolas estão com problemas estruturais, faltam ambulâncias em bom estado e o povo sofre com a demora em consultas, exames e cirurgias. Falta planejamento, sobra propaganda e maquiagem”, afirmam moradores indignados.
DE EXCELÊNCIA À MEDIOCRIDADE
Com índice geral de 0,7048, Leme ainda aparece tecnicamente como “boa gestão”, mas o número esconde um cenário de decadência acelerada.
A cidade que já figurou entre as 20 melhores gestões fiscais do Estado hoje está entre as 300 piores, e se nada for feito, corre o risco de voltar ao caos da gestão Blascke.
HORA DE PARAR DE BRINCAR DE SER PREFEITO
Os dados da Firjan escancaram o que a população já sente nas ruas: a cidade está mal administrada. Falta planejamento, sobra improviso. Falta investimento, sobram festas.
Leme precisa urgentemente de gestão responsável, com foco em resultados e compromisso com o futuro.
“É hora de parar de brincar de ser prefeito e começar a fazer gestão de verdade. Menos politicagem e mais trabalho. Menos palanque e mais resultados”, conclui o texto da análise.