ESCÂNDALO NA SAÚDE DE LEME: MÉDICOS SÃO INVESTIGADOS POR RECEBER SEM CUMPRIR JORNADA
Um escândalo envolvendo a saúde pública de Leme começa a ganhar contornos ainda mais graves. Documentos oficiais encaminhados ao Ministério Público apontam indícios de que médicos estariam recebendo salários sem cumprir integralmente suas jornadas de trabalho no CMI - Centro Médico Integrado.
E agora, os nomes começam a aparecer.
TRABALHAM HORAS… MAS RECEBEM COMO SE FOSSE O DIA INTEIRO
A denúncia, feita pela própria Secretaria de Saúde, escancara um possível esquema de distorção de jornada:
• Profissionais registram entrada no CMI normalmente
• Concentra atendimentos de pacientes em poucas horas
• Saem da unidade sem registrar saída
• Retornam apenas no fim do dia para marcar o fim do expediente
Na prática, recebem como se trabalhassem o dia inteiro, mas não permanecem no local durante toda a jornada.
FLAGRANTES E PROVAS
O caso não se baseia apenas em suspeitas.
Relatórios apontam que imagens de câmeras de segurança confirmam a saída dos profissionais durante o expediente, com retorno apenas para “bater o ponto”.
Em um dos casos, um médico teria trabalhado cerca de 3 horas, mas registrado mais de 10 horas de jornada.
POPULAÇÃO FICA SEM ATENDIMENTO
Enquanto isso, a realidade da população é outra:
• Mais de 3.700 pacientes aguardando ortopedia
• Mais de 5.300 aguardando oftalmologia
Filas enormes, demora nos atendimentos e sofrimento para quem precisa de cuidado médico.
E A FISCALIZAÇÃO?
Outro ponto que chama atenção é a possível falha na supervisão.
O relatório levanta dúvidas sobre o papel da coordenação clínica e de quem deveria fiscalizar o cumprimento da jornada dos profissionais. Será que sabiam do que estava acontecendo ou simplesmente deixaram acontecer?
PREJUÍZO AO COFRE PÚBLICO?
Se as irregularidades forem confirmadas, o caso pode envolver:
• Pagamento por horas não trabalhadas
• Recebimento indevido de produtividade
• Possível dano ao erário
Ou seja, dinheiro público pago sem a devida prestação de serviço. Vale ressaltar que durante a gestão Claudemir Borges foi implementada a contratação de médicos via Cismetro, uma espécie de terceirização dos serviços médicos, que tem um custo anual altíssimo, além da implementação do Prêmio de Produtividade Médica – PPM, que paga um valor extra por atendimentos realizados a mais, mas já há suspeitas de que até a produtividade está sendo alvo de investigação, uma vez que as filas de espera só aumentam e os gastos com médicos continuam altíssimos.
CASO JÁ ESTÁ NO MINISTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público já acompanha a situação e solicitou informações à Prefeitura.
Além disso, a própria Secretaria de Saúde determinou a abertura de PAD - Processo Administrativo Disciplinar para apurar os fatos.
REVOLTA E COBRANÇA
A indignação é inevitável.
Enquanto a população sofre para conseguir uma consulta, surgem denúncias de profissionais que não cumprem jornada completa, mas recebem normalmente.
CORAGEM PARA ENFRENTAR
Apesar de muita tentativa ingerência política, a Secretária de Saúde, Lisete Ganéo, tem feito o possível para melhorar o atendimento na saúde pública e o enfrentamento nesse caso, com coragem para apurar possíveis irregularidades, demonstra o comprometimento da secretária e sua equipe em sempre buscar ofertar uma saúde de qualidade aos cidadãos. Que a apuração puna os que, comprovadamente, cometeram irregularidades, pois a população não pode ser enganada e prejudicada e estar à frente de uma secretaria importante como a saúde, é necessário estabelecer limites e com coragem e dignidade enfrentar aqueles que tentam burlar as leis.
A PERGUNTA FINAL
Se tudo isso for comprovado, os responsáveis serão punidos? Haverá devolução do dinheiro público? Ou mais um caso vai terminar sem resposta?
A saúde de Leme pede socorro, e agora, a verdade começa a aparecer.
LAMENTÁVEL...