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ENQUANTO FALTAM MÉDICOS E SOBRAM PROBLEMAS, GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES JÁ TORROU MAIS DE R$ 1,3 MILHÃO EM FESTAS E SHOWS
Jornal Tribuna de Leme | 05/05/2026

ENQUANTO FALTAM MÉDICOS E SOBRAM PROBLEMAS, GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES JÁ TORROU MAIS DE R$ 1,3 MILHÃO EM FESTAS E SHOWS

A realidade enfrentada diariamente pela população de Leme parece caminhar em direção oposta às prioridades da atual gestão municipal.

De um lado, moradores reclamam da falta de consultas, demora em exames, cirurgias atrasadas, ruas esburacadas, escolas sem manutenção e dificuldades na entrega de materiais escolares. Do outro, os números do Portal da Transparência mostram que, somente entre 1º de janeiro e 23 de abril de 2026, a Prefeitura já empenhou R$ 1.377.389,47 em gastos com eventos.

O valor inclui despesas com shows, apresentações de carnaval, estrutura de palco, som, iluminação, painéis de LED, banheiros químicos, tendas, buffet, brinquedos infláveis, algodão doce e pipoca.

E a conta não para por aí: Com eventos ainda previstos ao longo do ano, como festas tradicionais, comemorações municipais e datas festivas, a tendência é que esse valor aumente ainda mais até o final de 2026.

FALTA NA SAÚDE, SOBRA NO PALCO

Enquanto isso, a população segue enfrentando dificuldades básicas.

Relatos apontam: falta de ambulâncias, dsemora no atendimento médico e espera prolongada por exames e cirurgias. A sensação nas ruas é de abandono em áreas essenciais, enquanto os investimentos seguem concentrados em eventos e festividades.

PRIORIDADE OU ESCOLHA POLÍTICA?

Um dos pontos mais debatidos é a justificativa de que “dinheiro da cultura é da cultura”, frequentemente defendida por aliados da administração, incluindo alguns vereadores.

No entanto, especialistas em gestão pública apontam que o orçamento municipal, definido pela Lei Orçamentária Anual (LOA), é elaborado com base em planejamento do próprio Executivo, ou seja, é o prefeito quem define onde os recursos serão alocados

E mais: ao longo do ano, podem ocorrer remanejamentos e suplementações orçamentárias, o que permite reforçar áreas consideradas prioritárias.

Na prática, isso significa que investir mais em cultura ou em saúde é uma decisão de gestão.

R$ 850 MIL EM UM ÚNICO SHOW

Um exemplo que chama atenção é o investimento de aproximadamente R$ 850 mil em um único show, valor que, segundo críticos, poderia ser utilizado para contratação de profissionais da saúde, aquisição de ambulâncias, melhorias em escolas e manutenção urbana.

POUCAS VOZES, MUITAS PERGUNTAS

Apesar do volume de gastos, são poucos os questionamentos dentro do Legislativo municipal sobre a destinação desses recursos.

A situação levanta questionamentos inevitáveis:

- As prioridades da cidade estão sendo respeitadas?

- O investimento em eventos está acima das necessidades básicas da população?

- O planejamento orçamentário está alinhado com a realidade enfrentada pelos moradores?

POPULAÇÃO COBRA, NÚMEROS NÃO MENTEM

Com base nos dados públicos disponíveis, o cenário expõe um contraste evidente sendo gasto mais de R$ 1,3 milhão em eventos em poucos meses enquanto serviços essenciais enfrentam dificuldades.

Para muitos moradores, o sentimento é de que a cidade vive uma inversão de prioridades.

Enquanto isso, a pergunta que fica é simples, e cada vez mais presente nas ruas: o que vem primeiro: o básico ou o espetáculo? Parece que para a gestão Claudemir Borges a política do pão e circo deve continuar.