CÂMARA DEVE ABRIR COMISSÃO PARA INVESTIGAR A SAÚDE EM LEME E PRESSÃO SOBRE GESTÃO CLAUDEMIR BORGES AUMENTA
Reclamações da população, filas intermináveis e milhões gastos em contratos colocam a saúde municipal no centro de uma nova crise política
A saúde pública de Leme entrou definitivamente no radar da Câmara Municipal. Na próxima segunda-feira, 2 de março, os vereadores devem votar a criação de uma Comissão de Assuntos Relevantes para investigar a situação do setor durante a gestão do prefeito Claudemir Borges.
A proposta, apresentada na última sessão, prevê a formação de um grupo com cinco vereadores, que terá prazo de 90 dias para apurar problemas estruturais, financeiros e operacionais da rede municipal de saúde.
A expectativa é de aprovação sem resistência, diante da crescente pressão popular por respostas.
POPULAÇÃO COBRA RESPOSTAS E RESULTADOS
Nos últimos meses, a saúde tem se tornado o principal foco de reclamações dos moradores.
As principais queixas envolvem:
• Demora excessiva para consultas e exames
• Filas para cirurgias
• Falta de especialistas
• Dificuldade no acesso a medicamentos
Para muitos cidadãos, a situação reflete uma crise de gestão.
COMISSÃO PROMETE INVESTIGAR GASTOS MILIONÁRIOS
Entre os pontos que deverão ser investigados está a contratação de médicos via CISMETRO - Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Metropolitana.
Segundo dados do Portal da Transparência, somente em 2025 o consórcio recebeu mais de R$ 9,5 milhões da Prefeitura de Leme.
Apesar do alto investimento, críticas persistem quanto à falta de resolutividade no atendimento e à continuidade dos gargalos na rede pública.
O QUE A COMISSÃO PRETENDE APURAR
De acordo com o projeto, a comissão terá como missão analisar pontos considerados críticos:
• Estrutura e funcionamento do Pronto Atendimento Municipal
• Qualidade dos serviços no CMI
• Execução orçamentária da saúde
• Regularidade no fornecimento de medicamentos
• Tempo de espera para consultas e exames
• Contratos e convênios firmados pela Secretaria
O objetivo declarado é identificar falhas, apontar responsabilidades e propor soluções.
PRESSÃO POLÍTICA AUMENTA NA CÂMARA
Nos bastidores, a criação da comissão é vista como reflexo direto do aumento das críticas à condução da saúde municipal.
Especialistas apontam que o Legislativo vinha sendo cobrado pela população para adotar postura mais firme de fiscalização.
A expectativa agora é que a comissão vá além de relatórios formais e realize investigações aprofundadas, incluindo análise de contratos, compras diretas e aluguéis de serviços.
EDUCAÇÃO TAMBÉM ENTRA NA MIRA – PARA VARIAR
A crise na saúde não é a única preocupação.
Cresce entre moradores e professores a pressão para que a Câmara também crie uma comissão voltada à área da educação, que enfrenta denúncias, investigações no Ministério Público e reclamações sobre falta de estrutura básica nas escolas.
POPULAÇÃO EXIGE POSTURA INDEPENDENTE
A criação da comissão ocorre em meio a um clima de cobrança pública por maior independência do Legislativo.
Moradores têm manifestado nas redes sociais que esperam uma atuação firme dos vereadores, sem submissão ao Executivo.
Para muitos, o momento é decisivo.
“Vereador não foi eleito para agradar prefeito, mas para defender o povo”, é a frase que tem sido repetida entre cidadãos.
PRÓXIMOS PASSOS
Se aprovada, a comissão será instalada imediatamente após a votação, com a escolha dos cinco membros e início dos trabalhos ainda neste semestre.
O prazo de 90 dias promete ser intenso — e pode definir os rumos do debate político sobre a saúde pública em Leme.
O que está em jogo, segundo especialistas, não é apenas a fiscalização de contratos, mas a própria confiança da população no sistema municipal de saúde.
E a pergunta que ecoa nas ruas é direta: A comissão conseguirá revelar as causas da crise ou será apenas mais um relatório sem consequências?
Vamos aguardar e acompanhar!