SECRETARIA DE SAÚDE REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO CONTRA A POLIOMIELITE
A Prefeitura do Município de Leme, por meio da Secretaria de Saúde, destaca a importância da vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A doença é causada por um vírus que pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. Em casos graves, também pode comprometer os músculos responsáveis pela respiração e levar à morte.
O Dia Mundial da Poliomielite é celebrado em 24 de outubro e tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a doença e reforçar a importância das ações de prevenção e vacinação.
BRASIL NÃO REGISTRA CASOS DESDE 1989
De acordo com o Ministério da Saúde, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil foi registrado em 1989, no município de Souza, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre da circulação desse vírus.
O Rotary International também tem papel histórico no combate à poliomielite. Desde 1985, a organização atua na mobilização de recursos, no apoio às campanhas de vacinação e na conscientização da população, tornando-se uma das principais parceiras da iniciativa mundial para erradicar a doença.
Esse resultado foi alcançado graças às ações de vacinação e à mobilização da população. Entretanto, a ausência de casos por tantos anos não significa que o risco tenha desaparecido. O poliovírus selvagem ainda circula em alguns países, como Afeganistão e Paquistão, e a possibilidade de sua reintrodução reforça a necessidade de manter a população protegida.
Outro fator de atenção é a cobertura vacinal. Em 2024, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde em boletim epidemiológico do Mercosul, a cobertura do esquema vacinal contra a poliomielite no Brasil foi de 90,37%, abaixo da meta de 95% estabelecida para o indicador. Manter a vacinação em dia é fundamental para reduzir o número de pessoas suscetíveis à doença.
VACINA É A PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a poliomielite. O imunizante estimula o sistema imunológico a reconhecer o vírus e desenvolver proteção contra a doença, reduzindo o risco de infecção e de suas complicações.
Desde novembro de 2024, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aplicada por injeção. Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde atualizou o esquema de rotina, incluindo um segundo reforço aos 4 anos de idade.
O esquema de vacinação infantil prevê:
- Aos 2 meses: primeira dose;
- Aos 4 meses: segunda dose;
- Aos 6 meses: terceira dose;
- Aos 15 meses: primeiro reforço;
- Aos 4 anos: segundo reforço.
Os pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação das crianças e procurar uma unidade de saúde caso haja doses pendentes ou dúvidas sobre o esquema. A equipe de saúde poderá avaliar a situação vacinal e orientar sobre a atualização necessária.
COMO OCORRE A TRANSMISSÃO E QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
O poliovírus pode ser transmitido principalmente pelo contato com água e alimentos contaminados por fezes de pessoas infectadas. Também pode ocorrer transmissão pelo contato com secreções eliminadas pela boca, especialmente em situações de contato próximo.
Em algumas pessoas, a infecção pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, os sinais iniciais podem incluir febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta, náuseas e vômitos. Nos casos mais graves, a doença pode provocar fraqueza muscular e paralisia.
Não existe tratamento específico capaz de eliminar o vírus ou reverter a paralisia causada pela poliomielite. Por isso, a prevenção por meio da vacinação é fundamental. Medidas como lavar as mãos, consumir água tratada e manter boas condições de higiene também ajudam a reduzir o risco de transmissão.
A Secretaria de Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma medida de proteção individual e coletiva. Mesmo sem registros recentes da doença no Brasil, a continuidade da imunização é essencial para preservar a conquista alcançada e evitar que a poliomielite volte a representar uma ameaça à população.
Informações adicionais podem ser adquiridas na Secretaria de Saúde, localizada na Rua Dr. Armando de Sales Oliveira, 1085 – Centro, ou pelo telefone 3097-1000.