QUEM ESTÁ CUIDANDO DA SAÚDE? PREFEITO CLAUDEMIR BORGES DEIXA O PAÍS ENQUANTO ACUMULA COMANDO DA SAÚDE E POPULAÇÃO ENFRENTA DIFICULDADES NO ATENDIMENTO
A viagem do prefeito Claudemir Borges à Argentina reacendeu o debate sobre a condução da saúde pública em Leme. Desde 1º de julho, o chefe do Executivo também responde interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde, pasta que segue sem um secretário nomeado.
A ausência ocorre em um momento em que moradores relatam dificuldades para conseguir consultas, exames e atendimentos especializados, além de reclamações sobre filas nas farmácias municipais, falta de médicos em unidades de saúde e problemas no sistema de agendamento.
Como responsável direto pela administração da Secretaria de Saúde, a viagem do prefeito levanta questionamentos sobre a condução da pasta durante esse período. Afinal, quem está coordenando as decisões administrativas da saúde enquanto o prefeito está fora do país? Houve delegação formal de competências? Quem responde pelas demandas urgentes da população?
A Lei Orgânica do Município estabelece que o Poder Executivo é exercido pelo prefeito, auxiliado pelos secretários municipais, e que os secretários são responsáveis pelos atos praticados no exercício de suas funções. No momento, porém, a principal pasta da administração municipal permanece sem um titular definitivo, concentrando a responsabilidade política e administrativa no próprio prefeito.
Embora a legislação municipal exija autorização da Câmara apenas para afastamentos superiores a quinze dias, a situação desperta debate político sobre a conveniência da viagem em um momento considerado delicado para a saúde pública, especialmente diante da ausência de um secretário responsável pela pasta.
Para parte da população, o momento exigiria atenção integral da administração municipal para enfrentar os desafios da saúde. Os esforços deveriam se concentrar em ampliar os investimentos na saúde pública, uma vez que a ex-secretária afirmou ter havido um corte de milhões no orçamento da pasta, tornando-se o orçamento insuficiente para estabelecer todas as políticas públicas em saúde e que certamente os cortes realizados têm impactado no atendimento à população.
Agosto chegou, mês de aniversário de Leme, e a expectativa é de mais gastos em shows e festas, o que inclui a realização da Fapil e o poder público pagando o maior cachê artístico da festa, o show da cantora Simone Mendes, que terá um custo de R$ 850 mil aos cofres do município, recursos próprios do tesouro, enquanto a saúde sofre com cortes no orçamento, falta de consultas e sem um representante técnico respondendo pela saúde municipal.
Enquanto o prefeito Claudemir Borges curte a viagem na Argentina, sem ter nomeado ninguém para estar no seu lugar, a cidade está sem prefeito, também, a população lemense sofre com a saúde pública. Enquanto uns riem e aproveitam a vida, outros amargam dor, desespero, sofrimento e a falta de respostas para seus problemas de saúde.
Essa é a triste e atual realidade da saúde pública em Leme na gestão Claudemir Borges.