PARTE 5: WAGÃO CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL TRIBUNA DE LEME E FALA SOBRE LEME E A POLÍTICA LOCAL
O Jornal Tribuna de Leme procurou Wagão, para conceder entrevista após sua participação em podcast e resposta em vídeo do prefeito Claudemir Borges. Wagão comentou sobre vários temas relacionados a cidade, a gestão e aos problemas enfrentados pela população diariamente. Confiram:
JORNAL: Wagão, no podcast o senhor afirmou que esta foi a primeira ambulância comprada pela gestão Claudemir Borges com recursos próprios do Município desde 2022. Depois disso, o prefeito divulgou um vídeo dizendo que sua afirmação era falsa e mostrou outras ambulâncias adquiridas durante o mandato. Como o senhor responde?
WAGÃO: Acho que essa discussão mostra como é importante entender um pouco de gestão pública e de orçamento.
Quando fiz essa afirmação, fui muito específico. Eu disse que esta foi a primeira ambulância comprada com recursos próprios do Município, ou seja, com dinheiro do Tesouro Municipal, proveniente de receitas como IPTU, ISSQN, ITBI, IPVA, ICMS e outros impostos arrecadados pela Prefeitura.
As ambulâncias que o prefeito apresentou no vídeo, segundo ele próprio, foram conquistadas junto ao então governador Rodrigo Garcia. Ou seja, ele mesmo reconhece que aqueles veículos vieram por meio de programas ou repasses do Governo do Estado, e não por investimento direto do Tesouro Municipal. É muito comum que municípios recebam ambulâncias por programas estaduais e federais.
São duas formas diferentes de adquirir um bem público: uma é comprar com recursos próprios da Prefeitura; outra é receber veículos financiados por convênios, emendas parlamentares ou programas dos governos estadual e federal.
Esse mesmo raciocínio vale para outras áreas. Grande parte das obras de recapeamento dos últimos anos também contou com recursos de convênios e emendas parlamentares. Na minha opinião, o debate não é se esses recursos são importantes — eles são e devem ser buscados por qualquer administração. A questão é quanto o Município também investe com dinheiro próprio.
E aí volto ao tema das prioridades.
Recentemente foi publicada uma licitação com previsão de quase R$ 5 milhões para locação de tendas destinadas a eventos. Esse é um recurso cuja aplicação é definida pela própria administração municipal dentro do planejamento orçamentário. Na minha avaliação, esse tipo de decisão mostra quais áreas o governo escolhe priorizar.
Sempre defendi que uma parcela maior dos recursos próprios poderia fortalecer áreas essenciais, como saúde, renovação da frota, recapeamento de ruas e manutenção da cidade.
Mas também é importante lembrar que comprar uma ambulância é apenas parte da solução. É preciso garantir motoristas, técnicos de enfermagem, manutenção, combustível e toda a estrutura necessária para que esse veículo realmente funcione e preste um bom atendimento à população.
No fim das contas, mais importante do que discutir quem comprou determinada ambulância é garantir que a população tenha um serviço de saúde eficiente, com veículos funcionando, equipes completas e atendimento de qualidade.
JORNAL: “Wagão, obrigado por falar com o nosso Jornal e esclarecer as dúvidas de nossos leitores. Sempre um privilégio debater política e gestão pública com quem tem experiência e entende de fato do assunto”.
WAGÃO: Primeiramente, eu agradeço ao Jornal Tribuna de Leme pelo espaço e pela oportunidade de conversar diretamente com a população. Sempre digo que o debate de ideias é saudável para a democracia e que quem exerce ou já exerceu a vida pública precisa estar disposto a prestar contas e explicar seus posicionamentos.
Eu sou um apaixonado por Leme. Nasci aqui, construí minha família aqui e tive o privilégio de administrar esta cidade por vários anos. A minha maior resposta sempre foi o trabalho.
Hoje, praticamente todas as regiões da cidade contam com escolas, unidades de saúde, equipamentos de assistência social, áreas de lazer e infraestrutura construída durante as nossas administrações. Participamos da transformação da Santa Casa, ampliamos o atendimento na saúde, investimos em educação, saneamento, mobilidade, esporte e desenvolvimento econômico. Tudo isso ajudou Leme a crescer, gerar oportunidades e conquistar respeito em toda a nossa região e no Estado de São Paulo.
Quem acompanha minha trajetória sabe que nunca fiz oposição por fazer. Quando elogiar é o correto, eu elogio. Quando acredito que uma decisão precisa ser revista, também faço questão de dizer. Isso não significa torcer contra a cidade, muito pelo contrário. Significa querer que Leme continue avançando.
Sempre que eu entender que determinado caminho pode ser melhor para a população, vou me manifestar. Cabe ao prefeito e à sua equipe analisar as críticas, concordar ou discordar delas. O importante é que o debate aconteça com respeito, responsabilidade e pensando no interesse da população.
Jamais serei omisso diante de situações que considero importantes para o futuro de Leme. A cidade merece um debate sério sobre gestão pública, prioridades e qualidade dos serviços oferecidos à população.
Mais uma vez, agradeço ao Jornal Tribuna de Leme pelo convite, pela oportunidade de esclarecer esses assuntos e desejo um excelente fim de semana a todos os leitores e a toda a população lemense.
Um grande abraço e fiquem com Deus!