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GESTÃO CLAUDEMIR BORGES JÁ EMPENHOU MAIS DE R$2,35 MILHÕES EM SHOWS E ESTRUTURA PARA EVENTOS EM 2026; DADOS REACENDEM DEBATE SOBRE PRIORIDADES DO ORÇAMENTO
Jornal Tribuna de Leme | 16/07/2026

GESTÃO CLAUDEMIR BORGES JÁ EMPENHOU MAIS DE R$2,35 MILHÕES EM SHOWS E ESTRUTURA PARA EVENTOS EM 2026; DADOS REACENDEM DEBATE SOBRE PRIORIDADES DO ORÇAMENTO

Levantamento com base em dados do Portal da Transparência aponta que despesas com eventos já ultrapassam R$ 2,35 milhões desde janeiro até agora; origem dos recursos e prioridades da administração volta ao centro das discussões.

Os gastos da Prefeitura de Leme, sob a gestão do prefeito Claudemir Borges, com shows, apresentações culturais, locação de tendas, palcos, iluminação, banheiros químicos, sonorização e demais estruturas para eventos públicos em 2026 já somam R$ 2.350.159,98, considerando os empenhos registrados entre janeiro e 14 de julho no Portal da Transparência do Município.

O volume de recursos destinados às festividades ocorre em meio a um cenário em que a saúde pública enfrenta cobranças por ampliação de serviços, redução das filas de consultas e exames, manutenção da infraestrutura urbana e melhorias em equipamentos públicos.

CULTURA CONCENTRA MAIOR PARTE DAS DESPESAS

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo responde pela maior parcela dos investimentos, totalizando R$ 1.819.086,05.

Entre as despesas constam contratação de shows artísticos, repasses para apresentações carnavalescas, locação de tendas, sonorização, iluminação, banheiros químicos, palcos, gradis, geradores, pagamento de direitos autorais (ECAD) e demais estruturas necessárias à realização dos eventos.

RECURSOS PRÓPRIOS PREDOMINAM

Durante entrevista concedida recentemente à Rádio Rede Brasil FM, integrantes da administração municipal afirmaram que boa parte das despesas com eventos seria custeada por verbas específicas provenientes de emendas parlamentares e repasses estaduais e federais.

Entretanto, segundo o levantamento realizado com base no Portal da Transparência, aproximadamente R$ 122 mil dos recursos destinados pela Secretaria de Cultura e Turismo estão vinculados a emenda parlamentar destinada à realização da Semana Seu Geraldo.

Considerando o montante empenhado pela pasta, isso representa cerca de 6,7% das despesas, enquanto aproximadamente 93% dos recursos utilizados têm origem no Tesouro Municipal, ou seja, receitas próprias do Município.

OUTRAS SECRETARIAS TAMBÉM REALIZARAM DESPESAS

Além da Cultura, outras secretarias também registraram gastos relacionados à realização de eventos, entre shows, locação de tendas, som, banheiros químicos e outras estruturas de eventos.

Entre elas:

Educação: aproximadamente R$ 367 mil, destinados principalmente à Educaipira, incluindo contratação de artistas, tendas, iluminação, painéis de LED, gradis, palco, banheiros químicos e demais estruturas.

Indústria e Comércio: R$ 63.799,32.

Assistência e Desenvolvimento Social: R$ 57.666,60.

Esportes e Lazer: R$ 25.629,93.

Emprego e Relações do Trabalho: R$ 15.994,46.

Também constam despesas superiores a R$ 53 mil para locação de brinquedos infláveis, arcos de balões, distribuição de pipoca e algodão-doce em eventos promovidos pelo município.

DEBATE SOBRE PRIORIDADES

Os números voltam a alimentar o debate sobre a definição de prioridades da administração municipal.

Críticos da gestão sustentam que, por serem majoritariamente provenientes do Tesouro Municipal, esses recursos poderiam ser direcionados a áreas como saúde, manutenção de vias públicas, educação e infraestrutura urbana, especialmente diante de relatos de filas para consultas e exames, necessidade de manutenção em escolas e problemas na malha viária.

SEGUNDO SEMESTRE DEVE AMPLIAR OS GASTOS

Como ainda estão previstos diversos eventos municipais ao longo do segundo semestre, a tendência é de que o volume total de despesas com festividades seja superior ao registrado até meados de julho.

Os dados reforçam a importância do acompanhamento permanente dos gastos públicos e da transparência na aplicação dos recursos municipais, permitindo que a sociedade avalie a execução orçamentária e participe do debate sobre as prioridades da administração pública.