ÉTICA, MORAL E RESPONSABILIDADE: O QUE SE FALA DEVE ESTAR EM SINTONIA COM O QUE SE FAZ, PRINCIPALMENTE NA POLÍTICA
A ética, a moral e a postura profissional são princípios fundamentais que devem orientar a conduta de qualquer cidadão, independentemente de sua profissão, posição social ou função que ocupa. Entretanto, quando falamos de políticos e daqueles que exercem cargos públicos, essa responsabilidade se torna ainda maior, pois suas palavras, atitudes e decisões refletem diretamente na vida da população. Não basta discursar sobre honestidade, respeito, transparência e compromisso se, na prática, as ações demonstram exatamente o contrário. A verdadeira integridade não está nos discursos bonitos, nas promessas ou nas aparências, mas na coerência entre aquilo que se fala, aquilo que se defende e, principalmente, aquilo que se faz.
Na política, especialmente, é preciso compreender que ocupar um cargo público não significa estar acima dos demais, muito menos acreditar que elogios de pessoas próximas representam a opinião de toda a população. Vereadores, prefeitos, secretários e demais agentes públicos precisam ter consciência de que foram eleitos ou nomeados para servir à coletividade, e não para atender interesses pessoais, alimentar vaidades ou proteger determinados grupos. A ética exige responsabilidade, a moral exige respeito aos princípios e a postura profissional exige seriedade, equilíbrio e compromisso com a verdade. Não adianta cobrar dos outros uma conduta que não se pratica, defender valores que não se respeitam ou exigir transparência quando as próprias atitudes deixam dúvidas. A população observa, acompanha e, acima de tudo, percebe quando existe distância entre o discurso e a realidade.
É importante lembrar que palavras podem impressionar por alguns instantes, mas são as atitudes que constroem ou destroem uma reputação. Na vida pública, a confiança não pode ser imposta, comprada com favores ou sustentada apenas por aqueles que concordam com tudo. Ela precisa ser conquistada diariamente, com respeito, honestidade, humildade e ações concretas. Quem escolhe a política deve compreender que está permanentemente sujeito ao julgamento da sociedade, porque administrar recursos públicos e representar cidadãos são responsabilidades que exigem caráter e compromisso. O Jornal Tribuna de Leme reafirma que ética, moral e responsabilidade não podem ser apenas palavras utilizadas em discursos de ocasião. Precisam ser práticas permanentes. Afinal, o tempo passa, os cargos são passageiros, os mandatos terminam, mas as atitudes, sejam elas boas ou ruins, permanecem na memória da população.
Sandra Kauffmann