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BURACOS POR TODA PARTE: LEME SOFRE COM A DETERIORAÇÃO DAS RUAS E A FALTA DE INVESTIMENTOS EM RECAPEAMENTO NA GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES
Jornal Tribuna de Leme | 06/11/2026

BURACOS POR TODA PARTE: LEME SOFRE COM A DETERIORAÇÃO DAS RUAS E A FALTA DE INVESTIMENTOS EM RECAPEAMENTO NA GESTÃO DO PREFEITO CLAUDEMIR BORGES

Buracos, remendos, asfalto deteriorado e ruas cada vez mais difíceis de transitar. Essa é a realidade enfrentada diariamente por moradores de diversos bairros de Leme. Com as constantes chuvas registradas nos últimos meses, a situação se agravou, acelerando a deterioração da malha asfáltica e ampliando as reclamações da população.

São inúmeras as manifestações de moradores cobrando providências da Prefeitura, seja para a realização de operações tapa-buracos ou, em muitos casos, para o recapeamento completo das vias. Afinal, em diversos pontos da cidade, os problemas já não se resumem a pequenos buracos, mas revelam um asfalto antigo, desgastado e sem condições adequadas de utilização.

Embora as chuvas contribuam para agravar os problemas, a situação também levanta uma discussão importante: onde estão os investimentos do município em manutenção e recuperação da malha viária?

POUCOS INVESTIMENTOS E DEPENDÊNCIA DE RECURSOS EXTERNOS

Uma consulta ao portal oficial da Prefeitura de Leme aponta a existência de apenas três processos licitatórios, na modalidade concorrência, destinados a obras de recapeamento asfáltico em 2026. Desse total, dois processos já foram finalizados, enquanto o terceiro ainda se encontra em fase inicial de licitação.

Outro ponto que merece atenção é a origem dos recursos utilizados nessas obras. Em sua grande maioria, os investimentos em recapeamento têm sido viabilizados por meio de convênios com os governos estadual e federal ou por emendas parlamentares, contando com contrapartidas municipais.

Na prática, isso evidencia a dependência da Administração Municipal de recursos externos para executar obras de recuperação asfáltica, enquanto os investimentos realizados diretamente com recursos próprios do Tesouro Municipal são insuficientes diante da dimensão dos problemas enfrentados pela cidade.

É importante lembrar que os recursos próprios são provenientes das receitas arrecadadas pelo próprio município, como impostos, taxas e outras receitas municipais. São valores sobre os quais a Prefeitura também precisa estabelecer prioridades de investimento, destinando parte deles à manutenção da infraestrutura urbana.

SHOWS E FESTAS OU RECAPEAMENTO DAS RUAS?

A discussão sobre as prioridades da gestão Claudemir Borges ganha ainda mais relevância quando se observa a destinação dos recursos municipais nos últimos anos.

Enquanto a população convive com ruas esburacadas e cobra investimentos em infraestrutura, a Administração tem destinado valores expressivos do Tesouro Municipal à locação de tendas, estruturas e equipamentos para a realização de shows e eventos festivos.

Não se trata de questionar a importância da cultura, do lazer ou da realização de eventos para a cidade. O que precisa ser discutido é o equilíbrio das prioridades e a capacidade de a Prefeitura atender às necessidades mais urgentes da população.

Afinal, de que adianta investir em grandes estruturas para festas enquanto moradores precisam desviar de buracos diariamente, motociclistas enfrentam riscos de acidentes e motoristas convivem com prejuízos causados pelas condições das vias públicas?

As chuvas podem acelerar a deterioração do asfalto, mas não justificam a ausência de uma política permanente de conservação e recuperação das ruas e avenidas.

A POPULAÇÃO ESTÁ PAGANDO A CONTA

O resultado da falta de investimentos suficientes em recapeamento é percebido diariamente por quem utiliza as ruas de Leme. Além dos transtornos no trânsito, buracos representam riscos para motociclistas, ciclistas e pedestres, além de provocarem danos aos veículos e comprometerem a mobilidade urbana.

A situação exige mais do que operações pontuais de tapa-buracos. É necessário planejamento, cronograma de recuperação das vias e, principalmente, investimentos contínuos com recursos próprios do município, sem depender exclusivamente de convênios e emendas parlamentares.

A população não pode ficar à espera de recursos estaduais ou federais para que problemas básicos de infraestrutura sejam resolvidos.

Leme precisa de uma gestão que saiba estabelecer prioridades, planejar investimentos e cuidar daquilo que é essencial para a qualidade de vida dos moradores. Enquanto os recursos municipais são direcionados para determinadas despesas, as ruas continuam se deteriorando e a população segue cobrando uma solução.

No fim das contas, quem paga o preço pela falta de planejamento, prioridade e investimentos é o cidadão lemense.